terça-feira, 26 de abril de 2011

Charles Brenson Steinporter!!! 17 leva - Steinbier On the Rocks!


Finalmente coloquei no fogo o projeto que há muito queria fazer! Sim. No fogo!!! Pedras... no fogo... Leia este post caro leitor, e verá o que aprontamos nesta leva, uma Steinbier, uma Porter, uma Steinporter!

No último post realizei uma enquete sobre qual tipo de cerveja deveria fazer para minha próxima leva. Propositalmente coloquei entre as opções a steinbier. Como steinbier não é um "estilo" de cerveja em si, mas sim uma técnica de produção, o tipo da cerveja foi o segundo mais votado, uma porter. Bom, mas antes de tudo irei explicar um pouco o que é essa cerveja e por que resolvi faze-la! 

Cervejaria do século XVI
Veja a imagem acima. Apenas barris e tonéis de madeira. Antigamente a cerveja não era produzida como hoje em dia, em modernos tanques de aço inox ou no caso de nós, cervejeiros artesanais (a maioria) em panelões de alumínio. Não era viável prover calor com fogo diretamente nestes recipientes. Como então aquecer grandes quantidades de mosto para que fosse permitida a produção do líquido precioso? Simples. Jogar pedras super aquecidas lá dentro! Elas não queimavam a madeira e permitiam o aquecimento do mosto!

Então para a produção de uma steinbier, a temperatura do mosto é elevada por intermédio de pedras previamente aquecidas e mergulhadas no mesmo. Como a sua temperatura é superior a da fervura, os açúcares extraídos cristalizam nesta pedra, em um processo de caramelização. Esta é a característica desta cerveja, um sabor caramelizado. Durante muitos e muitos anos a cerveja era assim produzida e com a revolução industrial e surgimento de fontes alternativas de calor, esta técnica quase se extinguiu. Apenas algumas cervejarias no mundo mantém as suas steinbiers, principalmente na região sul da alemanha. Desde 2007 a cervejaria Leikeim de Altenkunstadt é uma das poucas cervejarias européias a produzi-la atualmente

Em um documentário feito por Michael Jackson (Beer Hunter), podemos ver uma cervejaria produzindo a steinbier. Este documentário fala sobre lagers, rauchbier e steinbier! Confira abaixo! Se quiser apenas a parte da steinbier, pule para o 6° minuto (6´33´´). 


As pedras então caramelizadas devem ir para junto da fermentação/maturação. Acabei não adicionando estas pedras no meu fermentador, por medo de contaminação! Mas com certeza a cerveja já ficará diferente, somente pelo processo de retirada, aquecimento e reintrodução das pedras no mosto. 

O importante é lembrar sempre da segurança ao fazer esta cerveja. As pedras devem ser sólidas, de quartzo ou granito, evitar pedras de rio pois elas contém água em seu interior e o superaquecimento leva a um aumento extremo da pressão e explosão deste tipo de pedra! Se for tentar fazer isto em casa, use pedras de granito, dessas de paralelepípedo mesmo. São fáceis de encontrar e seguras. Outro assunto importante é de como transferir as pedras com segurança da fogueira para o local de brassagem. Nós envolvemos as pedras com um fio de aço (cerca de fazenda) bem reforçado, e com uma alça fazíamos a transferência. Postarei alguns vídeos de como isso foi feito!

Vamos então a receita desta cerveja!!

Receita

Para uma produção de 56 litros: 

Blend de Maltes:  

9kg - Pilsner agromalte
2kg - Malte Munique II
1kg - Malte Melaniodina
500g - Malte Caramunich II
500g - Malte Chocolate Belga

Lúpulos: 

Warrior (15,8% A.A) - 30g e 60´
Fuggles (4,3% A.A) - 50g e 15´

Fermento:  Fermentis S-04



Características esperadas da cerveja:
OG: 1,050   FG: 1,013
IBU (amargor): 21,2    SRM (cor): 20,4

Blend de maltes.
Moagem extremamente rápida com furadeira e moinho de cereais!


Brassagem

A brassagem foi extremamente simples, temperatura unica a 65°C por 60-70 minutos, mash out a 76°C por 10´ . Drenagem e sparge com água a 76°C. Logo após iniciamos o aquecimento com as pedras de granito! 

Brassagem! Fogueira ao fundo! 
Veja que espuma!
Sparge


Fervura: On The Rock´s!! 
            
Logo que iniciei a drenagem do caldeirão de brassagem para o de fervura, ao atingir um nível mínimo já coloquei a primeira pedra superaquecida. O resultado foi impressionante. A fervura foi quase instantânea, demorou alguns segundos e logo o mosto entrou em ebulição! O cheiro de maltose torrando é incrível, caramelo mesmo! Uma nuvem levanta a cada pedra adicionada. Sensacional! 


Foram usadas 6 pedras de granito durante o processo. Enquanto 3 ficavam aquecendo no fogo, outras 3 estavam em contato com o mosto. Foram sendo constantemente trocadas durante 70 minutos, o tempo total de fervura. Durante este tempo fizemos a adição dos lúpulos de amargor e aroma acima citados. 


Devo dizer que este é um método muito divertido de se produzir cerveja! Reforço novamente também a importância com a segurança. Se não tiver meios adequados de se fazer isto, NÃO o faça!!!


Confira as fotos!!!

Retirando a pedra do fogo.
Quando super-aquecida (450°C) ela fica esbranquiçada! 
Lavando com mangueira para evitar cinzas
Adicionando pedra ao mosto!
Veja o vapor!!!
Tem que tomar cuidado com o overboil!
A pedra começa a caramelizar e fica preta!
=]
Fervura intensa. Era disso que eu estava falando!
Steinbier!!!
Pedras caramelizadas
Deveria ter as colocado na fermentação...
...mas fiquei com receio de contaminação 
Bom, agora a minha steinporter esta em processo de fermentação! Deixei ela a temperatura ambiente mesmo, pois como fiz esta brassagem em meu Sítio em Campo Largo não quis trazer até aqui para a fermentação. Semana que vem volto lá para verificar como está a danada, e se estiver com uma FG adequada já vou envasar. 


No final conseguimos uma OG de 1,049 (esperado 1,050) sendo um aproveitamento de aproximadamente 70%. A gravidade final esperada é de 1,013 e se tudo der certo a cerveja ficará com teor alcoolico de 4,7%.
Gostaria de agradecer a participação especial nesta produção da minha família, que ajudou durante todo o processo! Obrigado Pai, Mae, Tio Jorge, Tia Ieda, Samuca e Góga! 


Fiz uns vídeos também, vou editar e postar em breve! 


Um grande abraço a todos!


Brenson!!





quarta-feira, 6 de abril de 2011

Enquete para próxima leva!!

ENQUETE ENCERRADA: STEINBIER, PORTER. 


Gostaria primeiramente de agradecer a todos os 34 cidadãos que votaram nesta minha enquete! O resultado final foi para fazer uma steinbier. Como steinbier é um método de produção, o tipo de cerveja feita foi uma porter, segunda mais votada. Já produzi esta leva, uma Charles Brenson STEINPORTER, que logo será publicada aqui!

Um grande abraço a todos!!

Bruno "Brenson"!





<< ANTIGO >>

Dae leitores, amigos e apreciadores da Charles Brenson Bier!!!

Loiras? Ruivas? Morenas? Como deverá ser a próxima Charles Brenson?
 Estou já planejando minha próxima leva. Quando engarrafar a tripel já vou botar lenha na fogueira pra agitar uma nova brassagem!!!
Surge a dúvida: Qual estilo produzir??? Tentar algo novo ou repetir alguma leva?
Abro uma enquete pra decidir! Viva a democracia!!! Vote ao lado para participar!

Um grande abraço!

Brenson



**PS: Se vc tiver outro estilo que não ao lado, comentários são muito bem vindos! Valeu!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Blog meio parado. Mas a cerveja não!!!! 15a e 16a levas - APA e Tripel!

E ae galera!!! Depois de mais um longo tempo de ressaca, resolvi apertar as teclas aqui para trazer algumas notícias da Charles Brenson Bier!!!! Apesar do blog estar meio "estacionado", estamos na ativa, com duas levas produzidas nos últimos 3 meses. São 110 litros de CB Bier! Agora tenho novos "companheiros" de cerveja artesanal. Os doidos da Confraria Sem Nome. Confraria pois eles se reúnem todas sextas para degustar diversas cervejas nacionais e internacionais, artesanais e industriais. Desde que cerveja. Nada de porcarias industrializadas baratas que bebemos apenas no carnaval! Pois então, meus amigos estão me ajudando nas brassagens e agora estamos dividindo as levas! Desta maneira farei cerveja mais frequentemente, com mais estilos a experimentar! Bom, mas chega de balela. Vamos para as levas!!!!

15a Leva - American Pale Ale - Jan/2011

I call it a HOBBY!! HOMEBREW!!!
Esta leva foi produzida para o carnaval 2011. A receita foi basicamente a mesma coisa da Tactical Nuke (IPA) porém com menor carga lupulórica. Ao invés de um IBU de cerca de 60, reduzi pela metade para 30. Ainda assim ficou massa. Muita gente achou que era a IPA em si! Segue a receita!

RECEITA

Maltes:
10kg malte Pilsner Agromalte
3kg malte Munich II (Weyermann Alemã) 

Lúpulos:

40g Warrior (15% AA) - 70 minutos
50g Cascade - 10 minutos
50g Cascade - Dry Hop 3 dias no fermentador primário (final da fermentação)

Fermento: Safale US-05 (Fermentis) 

BRASSAGEM, FERVURA, FERMENTAÇÃO 

Após a moagem dos grãos, fizemos a infusão dos mesmos em água a 69°C e mantivemos a 65°C durante 70 minutos aproximandamente. Após a sacarificação completa, foi feito mash out a 78°C durante 10 minutos, recirculação do mosto e drenagem para tina de fervura. Fervemos por mais 70 minutos onde os lúpulos de amargor e aroma foram adicionados, em seu devido momento. 

Resfriado e aerado, o fermento foi adicionado seco diretamente ao fermentador, e a fermentação seguiu por 7 dias. Nos últimos 3 dias adicionei mais 50g de lupulo aromático para dry-hopping. Terminada a fermentação (ausencia de bolhas no fermentador), fiz o primming, envasei e embarrilei a leva. Foram 55 litros de APA!

Algumas fotos desta produção. 

Moagem
Infusão dos grãos
Brassagem!
Drenagem após recirculação: Não entupiu a bazooka!
Fervuris!
Resfriamento do mosto.
Auto Siphon! Muito útil para sifonar sem contaminar tudo!
Cabe aqui um comentário! Comprei via e-bay do Canadá um "auto syphon" da fermtech, um dispositivo que começa um sifão com uma ou duas simples bombeadas! Segue um vídeo de como é bom e fácil utilizá-lo!


Esta cerveja ficou muito boa, toda a leva acabou rapidinho! Por isso decidimos reproduzir uma leva que teve muito sucesso... A Charles Brenson Trapista!!


16a Leva - Tripel 

Poção mágica do Druída: Cerveja!!!
Após muitos elogios pela tripel que fiz, resolvi repetir a dose. A receita foi a mesma, com alguns mínimos ajustes! Pra quem quiser um pouco de teoria, segue o link da última tripel. 

Receita!

Tudo pronto!
Para 55 litros:

Maltes / cereais não maltados / acúcares: 

- 14kg Pilsner 
- 1kg Munich II
- 500g Aveia em Flocos
- 300g Malte de Trigo
- 1kg Candi Sugar (10 SRM)
- 500g Mel 

Moer 15kg de malte no muque é TENSO! Mas vale a pena =]
Só pra exemplificar o que sempre falo. Os grãos devem ser apenas descascados! Não totalmente triturados. Isso garante uma filtragem sem entupimentos! Veja as fotos do antes e depois!

Pré / Pós Moagem
Lúpulos: 

30g Warrior (70 min)
50g Nothern Brewer (70 min)
30g Saaz (30 min)
20g Saaz (15 min)

Especiarias:

15g Casca de Laranja desidratada (10 min)
15g Coentro (15 min)

BRASSAGEM, FERVURA E FERMENTAÇÃO

Infusão dos grãos a 55°C para parada protéica, seguido de sacarificação por 80 minutos a 63-67°C e mash out a 78°C. Feita a recirculação o mosto foi transferido para a fervura, onde adicionamos o lúpulo, mel, e candi sugar (estes dois ao final da fervura!). A fermentação ainda está em processo. Foram 8 dias de fermentação primária onde passamos de uma OG de 1.075 para 1.030. Como a FG esperada é de cerca de 1.018 - 1.020 transferi o conteúdo para fermentação secundária ontem, e deve ficar lá por mais uns 10 dias antes de ser engarrafada. Fermentação iniciou a 18°C por 2 dias, depois a 20°C e agora a 23°C. As altas temperaturas de fermentação garantem sabores frutados e aromáticos, muito bem vindos neste estilo de cerveja. 

Druída!
Brassagis!

Los Cervejeros! A Confraria Sem Nome!

Lúpulo. Muito Lúpulo. E mais especiarias! Isso é cerveja!
Fermentação secundária. Fermentei durante 8 dias no
barrilete de 80 litros e depois transferi tudo para estes galões.
Será preciso mais uns dias para terminar de atenuar esta cerveja.
Cerveja grande. Longa femrentação!!!
Veja as bolhas saindo no airlock! Isso após 8 dias de fermentação!
Vou esperar atenuar até 1.020 para depois engarrafar. Esta cerveja tem
muitos acúcares não fermentáveis por isso uma FG tão alta!
Bom, espero que tenham gostado do post! Tentarei postar mais frequentemente aqui! Um grande abraço a todos que leram, ajudaram e incentivaram a nossa cerveja! Viva o movimento cervejeiro no Brasil. Viva a Cerveja Artesanal!!!!


Brenson - Charles Brenson Bier 2011


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Atualização - Tactical Nuke!

Só adicionando uma atualização... A Tactical Nuke - IPA para meu gosto foi a melhor cerveja que já fiz. Talvez pois eu seja lupulomaníaco, ou devidamente acertei com mão cheia esta cerveja! Seguem algumas fotos para vcs conferirem!

Lúpulo Cascade, muito bom!
De deixar com água na boca!

Veja a explosão nuclear expandindo na espuma! Hehehehe
Um grande abraço a todos!
Bruno

14a Leva - Hefe Weiss!

Charles Brenson's HefeWeiss... Explosivas!
Feliz ano novo a todos!!!

Depois de dois meses com preguiça de escrever no blog, finalmente resolvi postar a ultima leva que fizemos, ainda em novembro de 2010. Repeti a receita da Hefe-Weiss que já tinha feito, com fermento líquido e tudo, porém aconteceram uns imprevistos nesta leva que vou comentar com vocês para que não cometam o mesmo erro... Qual erro? Garrafas explosivas!!!!

A receita seguiu a base da outra Hefe que fizemos para o Homebrewers Fest, com algumas modificações menores. Basicamente foram 14kg de maltes, para uma leva de 56 litros, 60% de malte de trigo e outros 40% de malte pilsner comum. A brassagem teve parada para proteínas, sacarificação, mash out. Fervura de 90 minutos com adição de lúpulo de amargor somente! E depois... Deixamos os bichinhos fazerem o seu trabalho!

Brassagem

Fervuris!

Originalmente esta leva era especial para o Natal, porem ocorreu alguns problemas que minha família acabou tomando a Tactical Nuke mesmo... Eu deixei fermentar por uma semana somente, e não fiz fermentação secundária. Não verifiquei a FG por 3 dias seguidos (preguica, sabe comé?) e após o primming, adivinhem.. Gushing de algumas garrafas, explodiu uma das 12 que meu amigo levou para Joinville! Ou seja.. Aprendi a tomar muito cuidado com o fim da fermentação e quantidade de açúcar no primming.

Esta leva não ficou tão boa quanto a ultima, talvez o fermento (terceira geração) já esteja meio estragado, não sei..Talvez o transporte até aqui em casa possa ter contaminado um pouco o fermento, mas creio que isso seja difícil pois sanitizamos bem e o mosto fermentou! Saiu cerveja, mas não igual a ultima...

La Rocca e Gava, ajuda sempre bem vinda!

Adicionando fermento líquido ao fermentador
Bom, em relação as garrafas, algumas apresentaram gushing (jato que nem champagne), uma (só uma) explodiu, e as outras ficaram supercarbonatadas. Prometo prestar mais atenção para evitar este erro! Em breve mais postagens teóricas, parei por um tempo, mas agora vou dar uma atenção pro blog!

Novos brinquedinhos: Fermentech Auto Siphon!!  Comprei via e-bay e chegou aqui sem problemas. Na proxima produção irei testá-lo. Esse dispositivo ajuda no sifonamento, de uma forma muito fácil e prática!


Auto Siphon (Sifão automático)

Bom, post express hoje, só pra atualizar um pouco!

Um grande abraço a todos!

Brenson

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Charles Brenson - 13a Leva - Tactical Nuke IPA -

BrewSheet... Homebrew Yeaah!!!
Seguindo as ondas de cervejas especiais, resolvi fazer de uma vez um estilo que muito aprecio. Afinal, sou lupulomaníaco! Surgiu então a Charles Brenson Tactical Nuke, uma India Pale Ale (IPA) com Dry Hopping que se tudo der certo será uma explosão de aromas e lúpulo, ao abrir a tampa de cada garrafa! 

Para aqueles que não estão muito familiarizados com uma IPA, um pouquinho de história e características deste estilo de cerveja. Quando os ingleses, lá por 1700 e bolinhas, resolveram enviar expedições mercantis a Índia, a fim de buscar especiarias raras na Europa na época, surgiu um grande dilema. Como transportar a tão essencial cerveja pale ale dos ingleses até lá, durante meses de navegação e muito balanço do navio, sem que a cerveja estragasse? Ainda não existia um belo freezer, muito menos eletricidade!

Embarcações inglesas em expedição à Índia
Os cervejeiros da época perceberam um fato. Com o advento do lúpulo na fabricação da cerveja, ocorreu uma boa melhora na sua durabilidade. E se eles aumentassem ainda mais essa quantidade, associada com um teor alcoólico ainda maior? Não entrarei aqui no mérito de qual tatatatataravo de algum inglês aí teve essa brilhante idéia, o que realmente importa é que deu certo. A bera chegou lá em condições de consumo, e o estilo logo se espalhou pela Inglaterra.

Hoje em dia, com a globalização e constante troca de informações, além da tradicional English IPA, existem também variáveis dos EUA, a American IPA, e um estilo mais forte, chamado Imperial IPA. Escolhemos fazer uma American IPA, uma Pale Ale com lúpulos e ingredientes americanos, decididamente amarga e lupulada, moderadamente forte. Como esta cerveja levou a maior quantidade de lúpulos que já fiz em uma cerveja, ela recebeu carinhosamente o apelido de Tactical Nuke (Bomba Atômica), pela explosão de aromas que esta cerveja irá ter. 

Bom, vamos então voltar a cervejaria, e a nossa receita e característica da cerveja!

Receita 

Abaixo as características "vitais" deste estilo de cerveja e o que conseguimos até agora (em parenteses)

OG > 1,056 - 1,075    (Medido 1,060)
FG > 1,010 - 1,018     (Ainda não mensurado)
SRM (cor) > 6,0 - 15,0   (Aproximadamente 6,8)
Amargor IBU > 40,0 - 70,0  (54 IBU)

Mas 54 de IBU? Para alguns cervejeiros maníacos aí de plantão, que gostam de IPAs com 100 IBU, escolhemos fazer com esta quantidade para dar uma maior drinkability para a cerveja, não queria algo extremamente amaaaargo, mas sim com aromas de lúpulo e IBU dentro do padrão do estilo, o que neste caso se enquadra perfeitamente!

Para esta leva (50 litros), usamos:

11kg Malte Pilsner
3kg Malte Munich II
0,20 kg Malte de Trigo (tinha sobrado, resolvi jogar nesta bera)
2 pastilhas de Urânio Enriquecido. 

70g de Lúpulo Warrior (15% AA) - 70 minutos
50g de Lúpulo Cascade (5,5% AA) - 10 minutos
20g de Lúpulo Amarilo Gold (8,5% AA) - 5 minutos
50g de Lúpulo Cascade (5,5% AA) - Dry Hop por 7 dias. 

Fermento - Fermentis: SafAle US-05

Malte Moído
Moemos todo o malte em casa mesmo, com o moinho de cereais acoplado a uma furadeira. Adaptei o moinho para uma moagem bem grossa, e isto possibilitou que minha bazooka funcionasse direitinho, desta vez não tivemos problema com entupimento. 

A brassagem foi simples, fiz direto a 64°C para sacarificação a 60 minutos e mash out a 76 durante 10 minutos seguido de drenagem do mosto e sparge. 

Equipamento pronto para a guerra =)

Drenagem do mosto, desta vez a bazooka não entupiu!
Aproveitando até o último choro de mosto...

Prévia da coloração, ficou um cobre meio avermelhado, show de bola!
Fervura e Lupulaaaaagem

Após feito o sparge, colocamos lenha na fogueira e iniciamos a fervura, que se prolongou por 70 minutos. Neste tempo, adicionamos os lúpulos conforme os tempos acima (veja receita). O aroma nesta etapa foi espetacular, muito lúpulo fazendo bem para nossas fossas nasais!

Lúpulo...

...Lúpulo...

...e mais Lúpulo!!!
Terminada a fervura, procedemos com o resfriamento do mosto, aeração e inoculamos o fermento, que esteve em atividade desde então, durante cerca de 5 dias. Hoje já cessaram as bolhas no airlock, e resolvi fazer um Dry Hop com 50g de lúpulo aromático Cascade para contribuir ainda mais com o aroma desta cerveja. Daqui a 7 dias engarrafarei e deixarei maturando por cerca de 3 semanas para depois consumir. Como eu bem me conheço, até lá cerca de 10 litros já terão sido bebidos, cortando por baixo! hehe

Ah, não poderia de esquecer dos meus amigos Waldir (Sorriso) e Gava que estiveram aqui no sábado ajudando durante a produção! Além da companhia, me deram uma baita força para erguer caldeirões cheios de mosto quente, lavar panelas e descartar bagaço de malte!!! Valeu rapaziada

Sorriso, Gava e Moah (crazy dog!)
Para finalizar, só uma imagem do fermento do tipo ale, que fica por cima do mosto durante a fermentação. Esta espuma aí que não parece muito agradável, nada mais é que o fermento vivo que ainda não floculou (decantou), daqui a alguns dias e com o resfriamento da cerveja ele irá para o fundo do fermentador. O que você vê em verde é o lúpulo que adicionei extra para o dry hopping!

Krausen + lúpulo (dry hop)
Só uma espiadinha depois que o airlock parou de borbulhar! Não resisti a tentação.
Ah, a Charles Brenson Tripel foi um sucesso total, dos 50 litros produzidos tenho apenas 3 ainda, o resto foi tudo já! Minha linda namorada disse essa ter sido a melhor cerveja que eu já fiz, o que me impressionou muito! Futuramente vou repetir uma leva de cerveja belga, talvez uma dubbel! 

É isso aí, quando esta bera estiver pronta eu atualizo por aqui com uma foto do resultado final! Por enquanto só o rótulo mesmo!

É, o photoshop é legal.
Abraços a todos, comentários são muito bem vindos e motivam a postar mais e mais!!!!

Brenson!!